No mundo todo, o consumo de drogas cresce sem parar. Relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime indica que cerca de 160 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos fumam maconha (sem contar os que preferem não contar). Cigarros e bebidas alcoólicas estão entre os maiores anunciantes do planeta. E há inúmeros remédios, verdadeiras pílulas da felicidade, capazes de combater todos os males dos tempos modernos: emagrecer, enfrentar a depressão, derrubar o estresse. Por que, então, essa realidade haveria de ser diferente nas escolas? Os jovens vivem submetidos ao mesmo bombardeiro publicitário e aos apelos sedutores de diversão e superação de dificuldades que as drogas (lícitas e ilícitas) oferecem. Vivem entre adultos, que muitas vezes não pensam duas vezes em tomar calmantes diante de qualquer problema ou beber uma dose para aliviar as tensões do trabalho. E, como se não bastasse, está na adolescência, aquela fase da vida em que os hormônios estão com tudo e todas as dúvidas se transformam em questões existenciais. O resultado é que os entorpecentes aparecem como um alívio imediato para o sofrimento. A mais recente pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, realizada com 48 mil estudantes de colégios públicos, comprova: dois em cada três jovens já beberam aos 12 anos de idade – e um em cada quatro já experimentou cigarros.
No entanto, boa parte da comunidade escolar ainda reluta em admitir que isso seja parte da realidade.
Em muitos casos, professores, coordenadores e diretores preferem fingir que esse problema não existe – ao tratar o tema como um tabu, acabam apenas tapando o sol com a peneira. “A escola que diz ‘aqui não tem nada’ é a que menos protege o adolescente”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes Químicos, da Universidade Federal de São Paulo. “As drogas existe em todos os níveis da sociedade, mas alguns acham mais cômodos não identificar.” Segundo ele (Dr. Dartiu Xavier da Silveira), todos os colégios (públicos e privados) sofrem desse mal, ainda que não queiram velo.
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